Agricultura, Pesca e Extrativismo

No que diz respeito e agricultura e o extrativismo, no passado o município foi grande produtor e exportador de banana mudou suas práticas produtivas e dinâmicas sociais após a Crise da Banana durante o perído dos anos 40 a 60. Com a crise houve o primeiro grande fluxo migratório para zona urbana da cidade. Nesta época aumentou a extração do palmito. No início da década de 70 políticas públicas de incentivo ao estabelecimento de atividades agro-florestais e a pecuária, abertura da BR-277 e PR-405, estimulou o estabelecimento de grandes latifúndios no litoral do Paraná, especulação fundiária e o desmatamento da Floresta Atlântica. Dentro deste período houve uma grande marginalização de pequenos agricultores e a intensificação dos conflitos agrários. Em meados da década de 80 a região foi de um extremo ao outro, para barrar a degradação ambiental concomitante a pressão da sociedade preocupada com a extinção da Mata Atlântica, em 1985 delimitou-se a APA de Guaraqueçaba, englobando todo o município, que leva o mesmo nome, e mais parcelas dos municípios de Campina Grande do Sul, de Paranaguá e de Antonina.

 As leis ambientais limitaram a produção e inviabilizaram a competitividade dos produtos locais no mercado. Todo este contexto aumentou ainda mais a pobreza na área rural de Antonina, causando mais uma vez um fluxo migratório a área urbana do município.

A atividade pesqueira foi intensificada em função do aumento quantitativo de pescadores, uma vez que os antigos agricultores, ao perderem suas terras, passaram a fazer do mar sua principal fonte de subsistência. Contudo, não ascenderam da condição de pescadores artesanais empobrecidos, uma vez que este tipo de pesca não consegue competir com a pesca industrial realizada em Santa Catarina e São Paulo. A sobrepesca, o assoreamento e a poluição diminuíram o volume de pescado na baía, obrigando os pescadores a procurarem outras atividades. O palmito tornou-se uma opção econômica de sobrevivência, entre outros extrativismos relacionados a plantas medicinais, bromélias, samambaias, orquídeas e animais silvestres. Atualmente a agricultura e preservação caminham para um ponto de equilíbrio,na zona rural projetos procuram fomentar práticas agrícolas sustentáveis com princípios agroecológicos, preservando as APPs (Áreas de Preservação Permanente) dando um uso adequado ao solo amenizando os problemas com o assoreamento.

 Por outro lado a pesca continua em declínio, é muito comum encontrar peixarias na cidade vendendo peixes provenientes de Santa Catarina, uma atividade que representa a identidade da região está desaparecendo, grande parte dos filhos de pescadores não seguem o ofício do pai.

O êxodo rural também persiste, Antonina apresentou no ano de 2011 um déficit populacional nesta zona de 1,64%, este índice é explicado principalmente pela partida dos jovens que não tendo perspectivas deixam de viver nestas áreas.

Com as mudanças que enfrentamos atualmente, isto é facilmente justificado, somos uma sociedade dinâmica e globalizada, o isolamento e a falta de infra-estrutura  fazem com que o êxodo de jovens se intensifique.

Como viabilizar a agricultura? Quais são as alternativas para que o pescador não perca sua forte relação com o mar? Como fazer com que este jovem permaneça no campo? Como fazer com que gerações futuras continuem com atividades tradicionais como a pesca? Como fomentar o empreendedorismo para que se reinvente o modelo de desenvolvimento para o campo? E o modelo de desenvolvimento para pesca?

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