Atividade Portuária

Atividade Portuária

 Apesar do grande histórico portuário do município, o Porto de Antonina paralisou e retomou suas atividades por diversas vezes ao longo do século passado, criando no imaginário popular uma identidade cultural de constante luta pelas atividades portuárias como fonte de renda e salário para a população. Atualmente o porto é formado por um terminal em operação e dois desativados: o Terminal da Ponta do Félix que opera com cargas gerais e congelados, e conta com calado (capacidade máxima de cargas do navio) para 9,5m de profundidade; o Terminal do Matarazzo e o Terminal Barão de Teffé, o porto público que após a década de 70 tem sido uma eterna promessa política de revitalização para a classe trabalhadora de Antonina.

  Discussões em torno da revitalização do porto são constantes principalmente agora motivados pela descoberta de novas reservas de petróleo encontradas na camada de Pré-Sal do litoral brasileiro e a possibilidade da existência de petróleo no mar territorial do Paraná, e a perspectiva da instalação no município da empresa italiana TECHINT que constrói e monta plataformas para extração de petróleo offshore, gerando pelo menos 1500 empregos diretos.

  Com isto se faz necessária a discussão sobre a vocação portuária do município, Antonina possui um sério problema de assoreamento na baía agravado pelos deslizamentos, que ainda persistem, ocasionados pelas grandes chuvas de março de 2011. Com o assoreamento a atividade portuária perde competitividade pois com uma menor profundidade muitos navios que operam comercialmente não conseguiriam chegar ao porto. Uma das soluções discutidas incesantemente é a dragagem, mas que hoje com mudanças na lei (Resolução CONAMA 420, antiga 344) que permite no Paraná áreas de disposição do sedimento além da Ilha do Mel, torna esta solução ainda mais cara.

  Outro fator que deve ser considerado quando falamos da expansão da atividade portuária é a logística, não só o transporte por mar mas também o transporte por terra. Qual impacto traria aos municípios de Morretes e Antonina o aumento de fluxo de caminhões? Qual a capacidade da malha ferroviária para o transporte destas cargas? Seria necessário construir outra estrada?

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