Ocupação Urbana

Ao longo da orla marítima, no município de Antonina, os manguezais foram aterrados e no lugar surgiram bairros caoticamente urbanizados. A população se multiplicou e as moradias subiram as encostas dos morros, dando origem a novos bairros sem qualquer planejamento urbano.Os veranistas encontraram a possibilidade de terem a baixo preço uma casa para veraneio em frente às belíssimas baías de Antonina e Guaraqueçaba. O posseiro vendeu, para o veranista, a sua posse em frente ao mar, espaço fundamental para a atividade pesqueira, e também subiu as encostas dos morros. O novo proprietário cercou o terreno e o pescador, perdendo o espaço para alojar a sua canoa e as suas redes, viu inviabilizadas as suas condições de trabalho e acabou por perder, inclusive, seus meios de trabalho.

A ocupação desordenada teve sua resposta em março de 2011 onde ficou clara a vulnerabilidade em que se encontram muitas casas no município de Antonina. O monitoramento e um plano de gestão para estas áreas surge como necessidade urgente, a avaliação e criação de novos métodos também. Principalmente quando se fala em expansão das atividades econômicas e a vinda de grandes empresas para o município, isto aumentará a especulação imobiliária e a ocupação de diversas áreas. Para o desenvolvimento local ordenado, equilibrado e de longa duração faz-se necessária a reflexão sobre todos estes temas, o envolvimento da comunidade para o planejamento de ações coerentes aos objetivos do desenvolvimento almejado encontrando a vocação do município dentro destas realidades.

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