PROGRAMA CAD – Fase 1, 2

Nestas fases desenvolvidas entre março de 2005 e abril de 2006, no contexto da discussão voltada ao assoreamento, efetuou-se a delimitação da área de abrangência da pesquisa, tendo por referência as nascentes das bacias hidrográficas que deságuam nas baías de Antonina e Paranaguá (Figura 1 e Tabelas 1 e 2); definiram-se preliminarmente as áreas prioritárias à recuperação de mata ciliar; realizou-se pesquisa de campo sobre o uso e ocupação da terra nas áreas prioritárias a serem recuperadas; e foi construído o que se denominou de Banco de Dados Georreferenciados, no qual estão integradas as informações espaciais decorrentes do diagnóstico sócio-ambiental das bacias que escoam para as baías em questão.

Localização da área de abrangência do Programa CAD

Tabela 1 Dimensões das bacias hidrográficas e áreas incrementais que drenam para as baías de Antonina e de Paranaguá

Tabela 2 Municípios abrangidos pelo Programa CAD

No âmbito da discussão relativa aos contaminantes, foram mapeados os principais passivos ambientais em toda área de abrangência; realizadas análises químicas de cinco dos passivos mapeados, por meio de poços de monitoramentos, a fim de avaliar a contribuição destes na poluição do estuário. Em relação à navegação marítima desenvolveram-se estudos de densitometria dos sedimentos no canal de navegação portuária entre Antonina e Paranaguá, a fim de identificar a presença de lama fluída navegável.

Foram realizados, ainda, estudos hidrodinâmicos da Baía de Antonina, por meio de simulações com modelos matemáticos, a fim de diagnosticar a contribuição da Usina Parigot de Souza (Figura 2) da Companhia Paranaense de Energia (COPEL) no assoreamento da Baía de Antonina . Também por meio de simulações foi diagnosticada a alteração hidrodinâmica nesta baía devido ao engordamento de praias com material de dragagem, assim como foram identificadas as áreas de baixa energia nas baías de Antonina e Paranaguá, visando a proposição preliminar da construção de ilhas artificiais como alternativas de despejos de dragagem portuária.

Com o intuito de viabilizar a operação da Usina Parigot de Souza foi realizada uma obra de transposição de bacias hidrográficas, a partir da qual uma parcela das águas do Rio Capivari (situado no Primeiro Planalto Paranaense), vem sendo descartada no Rio Cachoeira (situado na Planície Litorânea), depois de passar pelas turbinas da mencionada usina.

Localização do canal de fuga da Usina Parigot de Souza

 

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