PROGRAMA CAD – Fase 5

Devido às características geomorfológicas da Serra do Mar em que a ocorrência de deslizamentos demonstra-se comum, foram mapeados na bacia do Rio Sagrado as ocorrências de movimentos de massa em diferentes datas, com o intuito de melhor compreender a dinâmica destes processos, visando estimar a contribuição destes eventos ao assoreamento, bem como o desenvolvimento de ações que venham minimizar tais ocorrências. Na Figura 1 tem-se o exemplo de mapeamento de cicatrizes de deslizamentos existentes no ano de 1980 na bacia do Rio Sagrado.

Cicatrizes decorrentes de movimentos de massa 
que ocorreram na bacia do Rio Sagrado (1980)


Em nível experimental foram instaladas duas estações hidrossedimentológicas, cuja tecnologia é inédita no Brasil. Estas estações registram dados horários de pluviosidade, nível da lâmina d’água e turbidez, a partir destes dados o modelo hidrológico adotado está sendo calibrado, possibilitando que simulações de cenários sejam efetuadas com qualidade. As duas bacias hidrográficas selecionadas foram as do Rio Sagrado e Rio Marumbi.

Na atualidade (2011) o Programa CAD é uma linha de pesquisa nos Laboratórios de  Hidrogeomorfologia  e de Biogeografia e Solos  de Depto. de Geografia / UFPR, parceiros da ADEMADAN desde 2006 neste Programa, gerando monografias de conclusão de curso, projetos de iniciação científica, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Fora das atividades acadêmicas o Programa CAD ficou sem recursos para prosseguir nas investigações, uma vez que não houve interesse portuário na continuidade dos estudos sobre as áreas fontes do assoreamento. Por este motivo, na ADEMADAN o Programa CAD foi encerrado em 2009.

Em 2010 a ADEMADAN participou da seleção pública do Edital da Petrobras Ambiental com um projeto que tinha por objetivo dar continuidade ao trabalho desenvolvido na Bacia do Rio Pequeno ao longo do Programa CAD e entre 44 propostas de projetos do Paraná foi selecionado. Porém não mais no âmbito das atividades portuárias (dragagem), mas como ferramenta de gestão para uma Unidade de Conservação, notadamente a APA de Guaraqueçaba, onde está localizada a Bacia do Rio Pequeno, denominado Projeto RAPPs (Recuperação de áreas degradadas em APPs na Bacia do Rio Pequeno por meio de mudas de espécies nativas produzidas em viveiro comunitário). PARA CONHECER O PROJETO RAPPs CLIQUE AQUI

 

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